:::Página Inicial :::Quem Somos :::Acadêmicos :::Notícias da Academia :::Fale Conosco :::Links úteis
 
..::Notícias da Academia::..

Palmas Acadêmicas para o Padre Quinha


A Academia Petropolitana de Educação (APE), neste ano, por indicação da saudosa professora Célia Lobo, concedeu as “Palmas Acadêmicas”, homenagem máxima dessa Academia, ao Padre José Carlos Medeiros Nunes, o Padre Quinha.
Através desse gesto, a APE, resolveu, em assembleia, evidenciar as lições de vida, isto é, o trabalho educacional que é realizado fora das salas de aula. E nesse item, o Padre Quinha tem pós-doutorado. A dedicação dele às pastorais sociais é reconhecida por toda a Cidade.

O Papa Bento XVI, quando esteve no Brasil, entre os dias 09 e 13 de maio de 2007, na sessão inaugural da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, afirmou: “a vida Cristã não se expressa somente nas virtudes pessoais, mas também nas virtudes sociais e políticas”. Nesse três itens, o querido Padre tem se destacado: pela pessoa humana que é, pela caridade que pratica e por fazer o discurso das ações que superam as palavras: a tribuna, a sala de aula do Padre Quinha é a vida. E quando tira um irmão da rua é um sublime ato político de acolher os mais necessitados e oferecer a ele um pouco de dignidade sem lhe cobrar nenhum voto, apenas por uma obediência aos princípios de sua religião, de sua fé e de seu amor a Deus.

O educar é um ato de estender a mão ao próximo. O sentido etimológico da palavra pedagogia (origem grega: paidós – criança / agogé –condução) já revela esse processo do conduzir, do guiar; algo peculiar ao Bom Pastor.
E na plena essência do trabalho educativo, não cabe a velha teoria do “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”. Por essa coerência de pregar a caridade e fazer caridade pelo amor ao próximo, o Padre Quinha atende, através das pastorais sociais, o que Cristo falou: “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, fui peregrino e me acolhestes, estive nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, estava na cadeia e viestes ver-me” (Mt 25, 35-36). Quando Blaise Pascal afirmara que “Cristo morreu de braços abertos para que nós não vivamos de braços cruzados”, expôs a ideia de que o sentido do viver consiste no servir. É possível afirmar, sem sombra de dúvida, que Padre Quinha, o José Carlos Medeiros Nunes, exerce as suas funções como sacerdote e cidadão consciente.

Em uma entrevista, esse atuante Padre me falou:

“Sempre me preocupou muito o irmão perdido na rua, antes mesmo de ser seminarista. Depois, no seminário, eu pensava em trabalhar com jovens, na Pastoral da Juventude, ser seminarista nas comunidades. Depois de padre, voltou muito forte ao coração esse incômodo de ver o homem na rua, o irmão na rua, as pessoas perdidas na rua.
Um dia, celebrando uma missa na igreja de Corrêas, tocado pelo Evangelho, convidei os jovens para irmos às ruas, dar um giro na cidade para tentar saber o porquê de tantas pessoas vivendo nas ruas, tentar conversar com as pessoas que estão morando nas ruas. E assim começamos...

Em outros dias, voltamos às ruas, levando lanche e conversando com os irmãos. Mas quando eu voltava para casa, ficava um vazio. Aquilo não preenchia, não atendia o meu desejo de ajudar o irmão. Através dos diálogos que tínhamos com os irmãos que estavam nas ruas, percebi que a maioria deles estava ali por causa da bebida. Ela é que havia jogado aquelas pessoas na rua. A partir dessa constatação, pensamos em fazer um encontro para eles. Um encontro entre eles mesmos, um encontro com Deus, ou até mesmo copiando algumas coisas do Cursilho, levando pessoas para dar palestras, com momentos para reflexão.

Consolidada essa ideia, passamos a preparar esse encontro. Lembro que falei assim para as pessoas que estavam reunidas:

‘Esse é um grande desafio, é como se nós fôssemos para um ferro-velho onde os carros estão condenados por perda total. O desafio será pegar o carro e refazê-lo, torná-lo novo. Só que, em se tratando de pessoas, esse desafio é bem maior, muito mais difícil, pois não iremos trabalhar com máquinas, mas com pessoas. E para realizar esse trabalho, precisaremos de muito carinho, de muita união, muita dedicação para que o Mecânico do Céu possa aparecer, possa atuar entre nós e realizar a sua obra’”. E assim nasceu a Oficina de Jesus e se consolidou a Pastoral de Rua em Petrópolis – só esses fatos bastariam para ele merecer as Palmas Acadêmicas, mas o Padre Quinha realiza muito mais...

Há um silêncio no gesto de amor que faz o coração pulsar no ato da caridade, pelo simples gesto de acreditar em uma pessoa que nem ela mesma acredita em si. Nesse gesto, há a presença de Deus na vida dos irmãos que moram nas ruas. Ninguém faz isso por dinheiro, só por amor...
Ataualpa A. P. Filho

Destaque para gestão escolar

A Posse realizada em 29 de abril do corrente ano, da nova acadêmica, titular da cadeira 15 que tem como patrono o professor Flávio Maciel, a professora Sandra Luzia Ferreira Reis, teve como destaque o trabalho que ela realiza na direção da Escola Municipal Bataillard, com repercussão nacional. Para que se tenha uma ideia da seriedade desse trabalho, basta dizer que em 2006, entre as 1.551 escolas inscritas (1.316 estaduais, 218 municipais e 17 conveniadas) no Prêmio o Nacional de Referência em Gestão Escolar, a escola petropolitana ficou entre as seis melhores com a seguinte observação:

“A escola está localizada no Município de Petrópolis e oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental. É caracterizada como urbana e possui 678 alunos. Tem como projeto político pedagógico a participação da família e o envolvimento de toda a comunidade. A representante da UNDIME, Epifânia Barbosa da Silva, destacou como relevante o processo evolutivo rígido da escola e a construção de credibilidade dela em sua comunidade, construindo uma unidade cujos alunos disputam uma vaga e têm prazer em nela estudar.”

No discurso de saudação à nova acadêmica, a professora Sumara Gannam Brito, titular da cadeira, nº 30, patronímica de Monir Antoun, proferiu:

“Senhoras e senhores, é possível transformar uma escola pública nova, desacreditada pela comunidade, numa instituição respeitada e que consegue tirar os alunos da ociosidade e envolvê-los em atividades exclasse produtivas?

Com seriedade, comprometimento, responsabilidade e dedicação a professora Sandra tem buscado, por meio do trabalho realizado, minimizar os problemas da comunidade e propor, em conjunto, soluções práticas e adequadas. O projeto de dança e de teatro são dois exemplos expressivos de como a escola pode trabalhar em prol da comunidade, bem como o projeto de poesia.

Num clima de liberdade, autorrealização e consciência social, Sandra estimula os alunos para que desenvolvam as suas próprias potencialidades. Dessa forma, pode-se observar a empatia que reina entre ela e seus alunos; o respeito e consideração; o carinho e amizade, sempre dando espaço e estímulo para que todos criem e cresçam.”

Monsenhor José Maria na APE


No dia 11 de junho foi realizada a posse do professor Monsenhor José Maria Pereira na cadeira nº 06 que tem como patrono Aristides Werneck.

A saudação ao novo acadêmico foi feita pelo professor Cleber Francisco Alves, titular da cadeira 33, patronímica de Paulo Carneiro.

A vacância da cadeira nº 06 foi declarada pela transferência do ilustre professor Fernando Magno para o quadro de Eméritos, que é composto por acadêmicos transferidos do Quadro de Titulares, a pedido, por implementação de idade ou de tempo de atividades acadêmicas.

© Academia Petropolitana de Educação - Todos os direitos reservados
Desenvolvido por: Versatyl TI